Afinal o que é adubação? Você pode estar se perguntando como aplicar de forma correta em sua propriedade para maximizar seus resultados.

Adubação é o fator chave para o sucesso de uma lavoura, sobretudo nos últimos anos, onde se produz cada vez mais, e em menos espaço.

É através da adubação que são fornecidos ao solo os nutrientes necessários para a correção e manutenção da fertilidade.

Entretanto, por ser uma prática corriqueira nas propriedades agropecuárias, acaba sendo negligenciada por muitos produtores rurais.

Inclusive, por alguns profissionais da área, que consideram a adubação como uma “receita de bolo”, onde a cada safra são fornecidos ao solo a mesma recomendação de nutrientes.

Na prática, o que acontece é o fornecimento de adubos em determinados momentos do desenvolvimento da lavoura, ou antes do seu estabelecimento, a fim de melhorar a dinâmica nutricional do solo.

Mas será que você está adubando o solo da maneira correta em sua propriedade?

O que eu quero dizer é, você sabe o momento correto para adubar? Quais os tipos adubos?

Se assim como muitos agricultores e profissionais da área você tem dúvidas a respeito de como adubar corretamente, este post foi feito para você.

Importância da análise de solo para adubação

O Que é Adubação: Importância da Análise de Solo
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Para que as adubações surtam o efeito desejado nas lavouras, é preciso, inicialmente, a realização de uma análise físico-química de solo.

Entretanto, a qualidade da análise é dependente da qualidade das coletas de solo, as quais devem representar com segurança a área.

Como você pode perceber, a adubação deve ser baseada em dados e informações sobre a área.

Por isso, planeje bem a sua coleta de solo, analise quantos pontos serão amostrados.

Além disso, qual o equipamento utilizado para a coleta e se a amostra será simples ou composta.

Todos estes itens influenciam na adubação de uma lavoura, pois uma amostragem de solo malfeita, resultará em dados errôneos sobre o estado nutricional do seu solo.

O que por sua vez, resultará em adubações de modo inadequado.

Desta forma, os nutrientes podem ser super ou subestimados.

Como consequência, as recomendações de adubação podem ser insuficientes para atender a demanda das plantas.

E com isso, pode ocorrer o gasto desnecessário de fertilizantes.

Por exemplo, não devem ser coletadas amostras de áreas de lavoura com manchas de solo, próximo a estradas, formigueiros, cupinzeiros, próximo a banhados etc.

Todos estes fatores têm a capacidade de influenciar nos resultados das análises de solo.

Para simplificar, vamos considerar que você fez tudo direitinho e tem o resultado de uma análise de solo em mãos.

Agora é a hora de interpretar estes resultados e partir para o planejamento das adubações.

O que é adubação e como planejar

De modo geral, podemos ter dois objetivos principais:

  1. Adubação de correção, que visa corrigir a nutrição do solo através de fertilizantes, antes do plantio das culturas principais.
  2. Adubação de manutenção, que visa repor os nutrientes exportados pelas culturas.

A adubação de correção é realizada para evitar que o solo fique deficiente em algum nutriente mineral.

Serve também para que, as culturas atinjam o seu máximo potencial produtivo.

Desta forma, este tipo de técnica de adubação precisa ser realizado com algum tempo antes do plantio da safra.

Na prática, a adubação de correção segue como base os teores nutricionais presentes na análise de solo.

Assim sendo feita de acordo com a cultura a ser plantada e a expectativa de produção.

Ao passo que a adubação de correção é utilizada em propriedades com manejo bem estabelecido.

Já que, sabe-se qual a quantidade de nutriente exportados para algumas das principais culturas agrícolas após a colheita.

O que é adubação e quais os seus tipos

Tipos de Adubação
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A adubação também pode ser classificada de acordo com os fertilizantes utilizados.

Podendo ser dividida em: Adubação mineral, verde e orgânica.

Adubação mineral

É a mais utilizada atualmente. Este tipo de adubação é o mais conhecido entre os agricultores, pois tem como base fertilizantes minerais químicos.

Para o fornecimento de cada elemento nutricional, se utiliza um adubo diferente, como por exemplo:

Nitrogênio (N): Ureia (42-46% de N), Amônia (82% de N), Sulfato de amônio (20% de N) e Nitrato de amônio (34% de N).

Potássio (K): Cloreto de potássio, Sulfato de potássio, Sulfato de potássio e magnésio, Nitrato de potássio e Salitre Potássico.

Fosforo (P): Fosfatos de amônio e Superfosfatos simples, duplo e triplo etc.

Magnésio (Mg): Multifosfato Magnesiano, Sulfato de magnésio, Hidróxido de magnésio, Silicato de magnésio e Magnesita.

Adubação orgânica

É a forma praticada na agricultura orgânica e/ou agroecológica.

Neste caso, não são utilizados produtos de origem química, desta forma, ela tem como base os fertilizantes orgânicos, muitas vezes, obtidos na própria propriedade agrícola, como por exemplo:

  • Esterco animal curtido.
  • Húmus de minhoca.
  • Compostos orgânicos.
  • Vinhaça.
  • Torta de mamona etc.

Para mais informações sobre como fazer adubo orgânico, acesse esse artigo

Adubação verde

Este tipo de adubação tem ganhado cada vez mais espaço na agricultura.

Pois não inclui, diretamente, nenhum tipo de fertilizantes.

Mas sim, plantas com potencial para fornecer nutrientes ao solo, seja através da fixação biológica de N, ou pelo fornecimento direto de matéria orgânica.

Conclusão

Em resumo, podemos considerar que a adubação é uma ferramenta de manejo bastante abrangente e que envolve diversas técnicas.

Desta maneira, a forma como utilizá-la depende muito do seu conhecimento técnico e do sistema de cultivo empregado na sua propriedade.

Você deve ter percebido que para acertar com o adubo correto, é necessário estudo e aprendizado.

Dessa forma, é muito importante a preparação correta e com a utilização os profissionais experientes.

Se você deseja aprender sobre recomendação de adubação, calagem e gessagem, acesse o link abaixo e terá um especialista que te ensinará tudo.

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